Cerveja feita em casa

O bar São Paulo Tap House vai promover um curso no próximo sábado para quem quiser produzir sua própria cerveja.

Os professores responsáveis pelo evento (que tem duração de oito horas) são os cervejeiros Eduardo Eloi e Igor Puorro.

O valor das inscrições é de R$ 250,00 – e elas podem ser feitas no próprio bar, que fica na Rua Girassol, 340.

Cai serviço de valets na Vila

 

Aplicativos como o Uber e o 99, entre outros, estão derrubando o movimento dos serviços de valet na Vila Madalena, segundo declararam ao “Estadão” donos de bar do bairro.

Isso vem ocorrendo por dois motivos básicos: com o serviço dos aplicativos, as pessoas podem beber e voltar para casa em segurança; o preço abusivo dos estacionamentos com manobristas, que não cobram menos de R$ 25,00 na Vila.

“O preço do Valet acaba sendo quase o preço de ir e voltar de Uber”, comentou Fábio Salomão, proprietário do Posto 6 e do Salve Jorge.

 

 

 

 

Audiência Pública discutirá fechamento da Medeiros

Frente do Armazém da Cidade, na Rua Medeiros de Albuquerque.

O prefeito regional de Pinheiros/Vila Madalena, Paulo Mathias, informou nesta segunda-feira (17.04) que será realizada uma audiência pública no próximo dia 7 de Maio, com o objetivo de debater o fechamento da Rua Medeiros de Albuquerque aos domingos, quando são realizados ali eventos promovidos pelo Armazém da Cidade.

A audiência foi combinada em uma reunião pela manhã, da qual participaram: Mathias; o proprietário do Armazém, Gilberto Dimenstein; e o vereador Fernando Holiday (DEM), que está defendendo moradores da área contra o que oficialmente é chamado de Projeto Ruas Livres.

BECO DO BATMAN

Paulo Mathias no Facebook

A informação foi dada pelo prefeito regional, em transmissão no Facebook, na noite desta segunda. Na oportunidade, ele adiantou também que na manhã desta terça-feira (18.04) irá realizar uma vistoria técnica no Beco do Batman, para discutir a questão da iluminação no local, e a instalação de novas lixeiras.

Segundo ele,  “nossa intenção é chegar a um ponto de equilíbrio entre moradores e usuários do Beco, para que ambos convivam pacificamente”.

 

 

 

 

 

Reunião contra enchentes

Enchente na Rua Belmiro Braga.

Moradores da Rua Belmiro Braga e vizinhança fazem mais uma reunião na noite desta segunda-feira (17.04) para planejar um movimento solicitando à Prefeitura providências para combater as enchentes no local.

O encontro ocorrerá às 20h, no Centro Cultural Rio Verde, à Rua Belmiro Braga 119, no qual deverão ser definidos os termos de um documento a ser entregue à Prefeitura, solicitando uma solução contra os transtornos causados pelas chuvas de Verão.

As enchentes afetam principalmente as ruas Belmiro Braga, Padre João Gonçalves, Medeiros de Albuquerque e o Beco do Batman, bem como o início das ruas Harmonia e Girassol.

Hervaldo Pires, um dos organizadores das reuniões, afirma que elas são abertas a todos e que “é importante a participação de quem é prejudicado com ocorrências de enchentes e alagamentos, inclusive para contribuir com idéias e sugestões”.

 

Em editorial, Estadão
defende João Batista

Em editorial intitulado “Um gesto corajoso”, o jornal ‘O Estado de S.Paulo’ defendeu a atitude do morador do Beco do Batman, João Batista da Silva (foto), que pintou seu muro de cinza para chamar atenção contra desrespeito aos residentes no local.

Leia abaixo a íntegra da opinião do Estadão:

“Há uma parte da elite nacional que acredita que o verdadeiro direito é aquele “achado na rua” – expressão que se tornou até mesmo uma corrente de pensamento no meio jurídico brasileiro.

Segundo essa peculiar interpretação, a justiça não deve se basear na lei, mas sim nas reivindicações dos movimentos populares e dos autoproclamados representantes das grandes causas sociais e culturais.

O caráter arbitrário de tal hermenêutica é evidente, pois pretende sequestrar o direito, tornando-o cativo de certos grupos minoritários e eliminando o primado do Estado de Direito, segundo o qual todos são iguais perante a lei.

Esses movimentos entendem que a lei foi feita apenas para proteger o que eles chamam de “burguesia”, razão pela qual defendem que ignorar ou mesmo violar essa lei é um ato libertador, especialmente quando se trata de ocupar o que eles consideram ser o “espaço público” – ato em nome do qual sistematicamente transformam em um inferno a vida de quem não tem nada com isso.

Quem contesta esse estado de coisas é desde logo qualificado de “reacionário” e exposto nas redes sociais como inimigo dos pobres ou da cultura. O que pode um cidadão comum fazer contra tão poderoso movimento?

O ex-auxiliar de enfermagem João Batista da Silva, de 70 anos, decidiu enfrentar sozinho, como um quixote, essa onda autoritária. Morador há décadas de uma casa no chamado Beco do Batman, na Vila Madalena, transformado em atração turística paulistana em razão da profusão de grafites desenhados em suas paredes, resolveu pintar o muro de sua casa de cinza, apagando as obras ali expostas. Seu ato foi gravado em vídeo por um grafiteiro e causou furor ao ser veiculado na internet.

Imediatamente, a militância truculenta dos que se julgam donos da “cultura popular” e dos “espaços públicos” tratou de desqualificar o gesto de João Batista. O aposentado foi comparado ao prefeito de São Paulo, João Doria, que atraiu a fúria dessa turma ao declarar guerra às pichações.

O fato de o muro não ser público, e sim parte da propriedade de João Batista, não pareceu importante. Ao contrário: para quem se julga com poder de estabelecer o que é “espaço público”, o conceito de propriedade privada é obviamente irrelevante.

Com a repercussão do caso, João Batista esclareceu o objetivo de seu gesto. Foi uma maneira de chamar a atenção do poder público e da imprensa para o tormento diário que ele e seus vizinhos enfrentam desde que o Beco do Batman se transformou em atração turística, indicada inclusive pela Prefeitura. Os turistas que por ali passam, atraídos pelos grafites, não se limitam a observar as obras.

Segundo contou o cansado João Batista, a algazarra dos visitantes tirou o sossego dos moradores. Há quem ali faça suas necessidades na rua, toque música no último volume até altas horas da madrugada e consuma drogas e bebidas alcoólicas em grandes proporções. Se os moradores reclamam, invariavelmente são xingados por essa vanguarda cultural.

Ou seja, o problema do cidadão João Batista não eram os grafites, dos quais gostava e com os quais convivia havia mais de 20 anos, mas sim a incivilidade dos que se julgam donos do tal “espaço público”. “Isso aqui está em um estado deplorável. Não é por causa dos grafites. O problema é que as pessoas ficam a noite toda aqui. Usavam o meu portão de poleiro”, contou João Batista.

A reivindicação de João Batista era tão natural que até alguns grafiteiros disseram compreender seu problema. Um deles disse que o Beco do Batman “virou um caos” e que “as pessoas não respeitam os moradores”. Outro comentou que certamente João Batista foi movido por “desespero” e que está “no direito dele”.

O protesto de João Batista funcionou. A Prefeitura enviou um representante para conversar com ele e se dispôs a estudar as mudanças sugeridas pelos moradores, como melhorar a limpeza do local e restringir o acesso à noite. Afinal, João Batista e seus vizinhos, que não acharam o direito na rua, só querem dormir em paz”.