Bares anunciam camarotes

A Arena Madá, na Rua Fradique Coutinho, e o Pasquim Bar & Prosa, na Aspicuelta, estão anunciando que vão funcionar como camarotes de carnaval nos próximos fins de semana.

O  Arena Madá  vai reservar quase mil metros quadrados para os foliões que pagarão entradas e terão direito a banheiros, bebidas geladas e bandas se revezando em seu palco.

O Pasquim Bar & Prosa também terá bandas e blocos se apresentando e promete uma estrutura coberta e com ar condicionado para os clientes que comprarem ingresso, e que terão pulseiras identificadoras para poder entrar e sair à vontade do local.

 

Fonte: www.obaoba.com.br

 

Prefeitura espera bom-senso

O secretário municipal de Cultura de São Paulo, André Sturm, disse contar com o “bom senso” dos foliões para que depois do desfile dos blocos haja a dispersão na Vila Madalena até as 20h.

André Sturm (esq.) e o vice-prefeito Bruno Covas dão entrevista sobre Carnaval de Rua.

A afirmação foi feita em entrevista nesta segunda-feira (13.02), em companhia do vice-prefeito Bruno Covas, na qual André Sturm declarou também esperar que os bares do bairro fechem as portas às 22h.

“Nossa preocupação é com os transtornos causados à vizinhança. A gente acredita que as pessoas agirão como cidadãos, querendo se divertir, mas lembrando que eles estão em uma cidade e que precisam ter algum bom senso para que todos possam se divertir, e não só a pessoa em questão”, disse ele.

O vice-prefeito Bruno Covas anunciou que a Prefeitura vai oferecer shows até as 23h no Largo da Batata para quem quiser prolongar a folia. No caso, porém, dos foliões não colaborarem, Sturm e Covas não adiantaram o que a Prefeitura deve fazer.

Em reunião com moradores na semana passada, o prefeito regional de  Pinheiros/Vila Madalena, Paulo Mathias, disse que a operação de dispersão dos recalcitrantes é ‘top secret’.

São esperadas, porém, as mesmas medidas adotadas no Carnaval do ano passado. No horário da dispersão, a Prefeitura passava lavando as ruas, com o apoio da PM, que vinha logo em seguida para afastar aqueles que insistiam em permanecer no local.

Sem fiscalização da Prefeitura Regional e sem policiamento, pequenas multidões se aglomeraram em torno de dezenas de ambulantes, realizando pancadões até a madrugada do último domingo (12.02), principalmente na esquina das ruas Aspicuelta e Fidalga.

 

 

Depois que a banda passou

Por volta das 16h30 deste sábado (11.02), chamadas às pressas pelos moradores, equipes de fiscalização da Prefeitura Regional e da CET chegaram às imediações Rua Purpurina, onde se concentrava o Bloco Banda 7.

Com isso, o trio elétrico do bloco começou a descer a Purpurina (é proibido carro de som ficar parado), deixando para trás ambulantes, que passaram a ter suas mercadorias apreendidas…

…paquitas e melindrosas que aproveitaram para descansar um pouco…

…e muito lixo nas calçadas.

 

 

Começou o Carnaval na Vila

O bloco “Banda 7” inaugurou o Carnaval de Rua na Vila Madalena, na tarde deste sábado (11.02), na esquina Rua Purpurina.

O trio elétrico da agremiação estacionou na esquina da Harmonia, por volta das 14h, fechando a Purpurina ao tráfego, e iniciando a folia no bairro.

Como o bloco não consta da relação oficial do desfile aprovado pela Prefeitura, não havia policiamento, agentes da CET e nem fiscalização contra os ambulantes clandestinos.

Com camisetas, banda e vendedores de bebidas próprios, o Banda 7 lotou de foliões o quarteirão da Rua Purpurina, entre as ruas Harmonia e Girassol (foto).

 

ASSALTO, TIROS E
PRISÃO NO BAIRRO

(Conteúdo: Estadão)

Helicóptero, motocicleta e carros da Polícia Militar cercando ruas, soldados fazendo buscas em casas e medo entre moradores. Às vésperas do carnaval, o assalto à casa de dois idosos na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, paralisou o bairro que se divide entre pacato e arborizado de classe média, apinhado de guaritas de guardas noturnos, e o badalado centro da boemia da capital paulista.

Por volta das 14h30 desta quinta-feira, 9, três homens, dois portando facas (uma delas enferrujada) e um armado com um revólver calibre 38, entraram na casa de um casal de japoneses – ambos de cerca de 80 anos, segundo a PM – para praticar o assalto. Os idosos foram rendidos e os criminosos reviraram o sobrado, da Rua Hermes Fontes, em busca de dinheiro e joias.

Segundo testemunhas, o filho do casal, um jornalista, não estaria em casa na hora do crime, mas chegou no momento em que o trio estava lá. Ele teria tido tempo de chamar a polícia.

Os policiais que atenderam o caso disseram ter chegado à residência no momento em que dois dos assaltantes estavam saindo. Carregavam duas bolsas com os objetos da família. Eles tentaram fugir. “Deu para ouvir o barulho de dois tiros”, disse o vigia de uma das ruas ao redor da Hermes Fontes. A polícia diz que não houve troca de tiros – ninguém, nem as vítimas, ficaram feridas.

O helicóptero foi embora pouco depois das 16h. Depois desse horário, só três motociclistas da PM permaneceram na rua, já na esquina com a Deputado Lacerda Franco. Mas muitos dos vizinhos, parte deles também idosos, ainda estavam na porta das casas, conversando entre si sobre o crime.

“Teve um outro assalto aqui perto no domingo”, disse uma aposentada. “A polícia também prendeu o cara que tinha entrado na casa. A gente fica assustado, né? Ainda mais porque está chegando o carnaval, isso aqui fica lotado, e sempre tem gente que aproveita para entrar nas casas vazias”, afirmou.

Oficiais da PM que participaram da ocorrência confirmaram o crime do fim de semana e a prisão do suspeito.

Flagrante

O assalto foi registrado no 14.º Distrito Policial (Pinheiros). Na delegacia, a senhora japonesa vítima do crime, visivelmente abalada, era auxiliada pelo filho, que educadamente pediu privacidade e disse que não falaria com a imprensa.

Os policiais relataram uma sequência de fatos um pouco diferente da dada pelos moradores da Hermes Fontes. Os vizinhos e um segurança da rua disseram que o trio pulou o muro. Ainda colhendo as informações do caso, os policiais disseram que os assaltantes chegaram a tocar a campainha e renderam o casal ao serem atendidos.

Os rapazes presos são Ângelo Berato Santana e Alef Marques da Silva, ambos de 22 anos. Silva teria dito, ao ser questionado pelos policiais, que já havia sido preso pelo crime de roubo. Ele teria invadido um prédio para praticar um assalto. As vítimas também eram orientais, segundo os policiais disseram.

Nem Santana nem Silva tinham advogados na delegacia para apresentar a versão deles dos fatos à reportagem.

Na Rua Ministro Costa e Silva, paralela à Hermes Fontes, vizinhos relataram o caso de um casal de chineses, também de idade avançada, que tiveram a casa assaltada três vezes no ano passado. O imóvel deles está à venda.